Muitos alunos da escola João do Valle Pereira e da escola Donicia Maria Costa já possuem a sua.
domingo, 17 de agosto de 2008
Carteirinha de Estudante
Muitos alunos da escola João do Valle Pereira e da escola Donicia Maria Costa já possuem a sua.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Contador de Histórias
Quer momento mais instigante que ouvir uma boa historia? Ainda mais se essa história nos toca de tal maneira que não a esquecemos. Esse momento existiu e fomos contemplados pela visita do Senhor José Manoel, um português radicado no Brasil e que já viajou mundo afora e tem um monte de historias para contar.
Sr José Manoel é integrante do NETI (Núcleo estudos da terceira idade) da UFSC e como voluntario conta histórias nas escolas públicas da grande Florianópolis.
Suas histórias são inspiradas, e até tiradas, das fábulas de Esopo e Ovidio e outras mais da literatura infantil. Aprensenta-as com gestos, brinquedos, fantoches, quadros e muitos outros materiais que dinamizam o seu discurso.
A visita aconteceu na escola Donicia Maria Costa e foram visitadas as cinco salas (Alfabetização e II segmento). Confiram as fotos acima. E abaixo, para os interessados, deixamos alguns links sobre "contação de historias":
Reportagem Revista Época sobre contadores de História em Hospitais
Contador de História
Casa do contador de história
ONG VIVE e DEIXE VIVER
Vejamos uma parábola contada (claro que em versão mais simplificada) por Seu Manoel:
Um homem morre e deixa para seus três filhos uma herança de 17 camelos, com a condição de que eles os repartam da seguinte forma:
para o filho mais velho a metade dos seus camelos;
para o do meio, um terço;
e, uma nona parte para o filho mais novo.
Os três filhos começaram a negociar, mas não conseguiam entrar em acordo. Como dividir os 17 camelos conforme as regras que impunham à herança, sem cortar nenhum animal ao meio? E para que servia um camelo morto e despedaçado?
A discussão começou a ficar séria e a relação se tornou difícil. Desesperados os irmãos recorreram à ajuda de uma sábia anciã. Após pensar durante um tempo, a anciã fez uma proposta.
A anciã não chegou diretamente à solução, mas como podia se concentrar no problema, afastando-se das posições, conseguiu compreendê-lo e oferecer um recurso para que os irmãos pensassem juntos. A anciã ofereceu um camelo de sua propriedade e os incentivou a achar uma solução. Com 18 camelos para repartir, a solução foi a seguinte:
o filho mais velho levou a metade: 9 camelos;
o filho do meio, um terço: 6 camelos;
e o filho mais novo, a nona parte: 2 camelos.
Então, sobrou um camelo, e eles o devolveram à anciã.
A partir desta história foram tiradas três conclusões:
1) Muitas negociações se parecem com a situação da atividade anterior. Se os irmãos se limitassem à opção de ter 17 camelos não teriam conseguido seguir as regras estabelecidas pelo pai.
A proposta implicou em encontrar o camelo nº 18.
2) Sobre toda mesa de negociação, os camelos representam o ganho que cada um pode obter caso se chegue a uma meta comum.
Sem dúvida, muitas vezes, abandona-se a negociação deixando todos os acordos que não são exatamente adequados (nota: não está perfeitamente explicitado o que isto quer dizer).
3) Para alcançar uma meta conjunta é necessário reunir-se e buscar idéias criativas.
Inventar e criar opções.
Analisei esta história e tirei conclusões radicalmente distintas:
O pai não sabia matemática;
Os filhos eram estúpidos;
As conclusões da história são superficiais, piegas e enganosas, ignorando questões básicas de negociação.
Vejamos por que:
1) Este pai não entendia de matemática, posto que 1/2 + 1/3 + 1/9 não dá 1 inteiro (ou seja, o total de camelos) e sim 17/18. Se dividirmos os 17 camelos, obedecendo literalmente a regra estabelecida pelo pai, vamos encontrar: 8,5 camelos para o mais velho; 5,66 para o do meio e 1,89 para o mais novo, o que dá um total de 16,05 camelos. Portanto, há uma sobra de 0,95 camelos.
2) Os filhos eram estúpidos, pois além de não perceberem o equívoco matemático cometido pelo pai, tentavam encontrar uma solução sem se aprofundarem no problema que precisavam resolver. Não foram capazes de pensar e ignoraram um princípio fundamental de negociação: primeiro compreenda e só então procure e encontre a solução. Se tivessem feito isto, teriam reformulado o problema. Agora a questão não era mais como dividir 17 camelos, obedecendo à regra estabelecida pelo pai, mas sim, o 0,95 de camelo restante, de tal modo que cada um recebesse um número inteiro de camelos.
Com esta reformulação, teriam constatado que, obedecendo rigorosamente à regra estabelecida pelo pai, o problema não tinha solução. Portanto, eles teriam de fazer algum tipo de ajustamento, ou negociação e, chegariam facilmente à conclusão de que os únicos números que resolveriam a questão eram: 0,5 para o mais velho, 0,34 para o segundo e 0,11 para o mais novo. Assim, o mais velho receberia 9 camelos o segundo 6 e o terceiro 2, divisão que importa em pequena modificação da regra estabelecida pelo pai.
Ler mais
Espero que tenham gostado dessa novidade e sugerimos um HNP sobre o filme FORREST GUMP - O contador de Histórias.
Abraços
Fotos do Arraiá Núcleo III
Confira as fotos:
08/07 Arraiá da Eja escola João do Valle Pereira:
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09/07 Arraiá da Eja escola Donicia Maria da Costa
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sexta-feira, 27 de junho de 2008
Botuverá
No dia 21 de junho fomos à cidade de Botuverá localizada no médio Vale do Itajaí, no Estado de Santa Catarina. Apresenta uma área total de 303,02 km² sendo em torno de 2,5 km² de área urbana e 300,52 km² de área rural. Tem como municípios limites os municípios de Guabiruba, Indaial e Blumenau (N), Nova Trento (S), Vidal Ramos e Presidente Nereu (O) e Brusque (L). Os alunos do segundo segmento participaram da viagem de modo a motivar as pesquisas em torno as diversas áreas do conhecimento. A maior contribuição que essa viagem pôde trazer foi a integração entre as duas unidades do núcleo, onde pela primeira vez os alunos da escola José do Valle Pereira se encontraram com os alunos da escola Donicia da Costa. Além dos alunos estavam presentes a equipe do corpo docente, a coordenadora e os auxiliares. No retorno da viagem os alunos mesmo quiseram fazer suas HNP sobre as cavernas de Botuverá que para eles foi inesquecível. Confiram as fotos.
terça-feira, 17 de junho de 2008
Semana da PAZ
A Paz se tornou tema corrente na EJA, e não por menos no dia 19/06 o aluno Antoninho, da escola Donicia e Dorivaldo da escola João Valle participaram do encontro Semana da Paz.
Os alunos não caberam em si de alegria e voltaram contando muitas novidades. Confira acima as fotos.
Estagiários de geografia
Na verdade, Geografia se aprende pra toda a vida e de maio a julho recebemos no núcleo EJA III Saco Grande a colaboração dos estagiários Cássio, Educardo, Alcionei e Harideva conforme a grade de prática e metodologia de ensino do curso de Geografia. Sob a coordenação dos professores da UFSC Angela e Paulino os estagiarios tiveram uma rica experiência de prática docente na proposta da Eja Florianópolis.Depois de algumas aulas assistidas e outras praticadas, os estagiários propuseram temas desde cartografia até plano diretor sempre contextualizando o bairro onde as duas escolas estão localizadas.
Foram bem criativos ao utilizar recursos simples para mostrar fuso horario, latitude, longitude, translação, etc e também utilizando documentarios.
No processo, contaram com a participação de toda a equipe docente e a coordenadoria em especial os professores de área: Bruno Severino, geografia, e Mariceia Villas Boas, de ciências.
Após a experiência da prática os estagiarios apresentaram o seu trabalho final aos coordenadores do estágio e contaram com a participação dos professores Bruno Severino, geografia, e de Maricéia Villas Boas, de ciências.
Na ocasião os estagiários acharam interessante o processo adotado pela Educação de Jovens e Adultos e os coordenadores da UFSC de mostraram interessados em continuar a parceria.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Professores do II segmento interagem com o I segmento
Entre o meses de maio e princípio de junho, as professoras de Alfabetização Cristiane e Zuma fizeram um convite e ao mesmo tempo lançaram um desafio aos professores de II segmento: dar intervenções a seus alunos de modo a integrar toda a Escola Maria Donicia Costa no Saco Grande.

A proposta consiste em que cada professor de área faça uma intervenção em um dia pré-estabelecido nas duas turmas de alfabetização. As professoras de I segmento dialogam sobre as dificuldades e interesses de seus alunos de modo poder ajudar na preparação de aula dos professores de II segmento.
Geralmente é um tema ligado a atualidade ou um aprofundamento do que já foi trabalhado com eles. Exemplo disso foi a intervenção da professora Nilce, de geografia, que explicou sobre os terremotos justo na época em que tivemos tremores sentidos aqui em Santa Catarina.
O Professor André trabalhou a língua portuguesa através da música. Todos cantaram ao som de violão. A professora Luiziane falou em espanhol e desmistificou certos preconceitos linguísticos com relação aos países hispano-falantes além de ensinar um pouco de cultura aproveitando os saberes prévios dos alunos. O flanelógrafo do Manguezal da professora Maricéia, de ciências, fez sucesso ao ser mostrado comparando com as áreas de mangues do litoral catarinense.
Estão previsto, para o segundo ciclo mais intervenções com outros professores de área e até o final do ano espera-se que cada professor dê sua contribuição uma vez por semana às turminhas de Alfa. Todos enfantizam que ao sair de uma experiência como essa a satisfação é inigualável.
Abaixo algumas das experiencias.
Oficinas de recreação!!!
Depois de quase um mês de socializações no núcleo os alunos do Saco Grande tiveram uma semana de recreação com oficinas de Jogos, dança do ventre, espanhol, beleza, informática, desenho, trabalhos manuais além de filme exibido no auditório.
As oficinas foram promovidas pelos professores do I e II segmentos e integraram toda a escola. Os alunos não deixaram de freqüentar as aulas nessa semana e depois puderam comentar e fazer HNP comentando as oficinas das quais participaram.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Despedida Professor Claudio
O Professor Cláudio sem dúvida nos faz falta. Com seu jeitinho quieto conquistou o nosso núcleo por inteiro. Trabalhando pela segunda vez na Eja Saco Grande como professor de Matemática o Professor Cláudio conseguiu deixar bons relatos nos cadernos dos alunos. Valeu professor! Sucesso e paz nessa nova carreira.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Socialização do primeiro ciclo de pesquisa
Depois de três meses de pesquisas, em de 14 a 26 de maio os alunos do Núcleo Eja Saco Grande finalmente apresentaram suas produções. Foi uma semana para cada turma do Saco Grande e uma semana para as turmas do João Paulo. As pesquisas giravam em torno a áreas coomo saúde e comportamento e partiram da curiosidade e do contexto deles. Tiveram como problemáticas as seguintes produções:
Saco Grande
Turma 1
1) Qual a ideologia defendida por Nelsom Mandela? (Silvana)
2) Por que deixaram a Ponte Hercilio Luz em más condições? (Valderez, Rose Mare)
3) O que é menopausa? (Elizabete, Ivone)
4) O que é H.P.V? (Fernanda, Cristiane Costa, Vera Lúcia)
5) Como ocorreu o desmatamento na floresta amazônica no decorrer dos anos? (Valdete, Antoninho, Valdomiro)
6) Por que os adolescentes entram nas drogas? (Claudia Roveda, Jéssica e Marilei)
7) Qual a história do aquecimento solar? (Patricia da Luz, Claudia Santos)
8) Quais os efeitos alérgicos que o borrachudo causa nas pessoas? (Juliana, Cristiane e Francieli)
Turma 2
1) Como está a natureza do pantanal matogrossense? (Daniel, Osmarina, Maria Schwarz)
2) Qual a época de reproduação dos peixes? (Adriano Matilde)
3) Afinal, o que é aquecimento global? (Janete, Joice e Gisele)
4) Como surgiram as D.S.T? (Juliana, Fernanda e Fabricio)
5) Por que crianças e adolescentes entram cedo demais no mercado de trabalho? (Heric, Paulo Cesar)
6) quais as consequencias da gravidez na adolescencia? (Suellen, Izolete)
Turma 3
1) Por que há tanta violência contra a mulher? (Tamara, Rodrigo e Pedro)
2) Quais os maleficios que causam o crack e cocaína? (Rosangela)
3) Por que muitas pessoas entram no tráfico de drogas? (Mateus, Charlene, Tainara)
4) O que o Dengue? (Nelci e Claudemir)
5) O que leva as adolescentes a practica o aborto? (Zenita e Crismaiclayton)
6) Quais são as doenças infecciosas e quais as doenças transmitiveis mais comuns? (Gloria)
João Paulo
Turma 1
1) Por que a depressão é cada vez mais comum na população? (Sandro, Isabel, Ivonete)
2) Qual o desenvolvimento do cristianismo ao longo dos anos? (Roselene, Jerry e Moacir)
3) Quais os fatores que levan o mundo a ter um alto índice de pessoas obesas? (Sheila, Ana Lucia, Dorivaldo
4) Quais os causadores do aquecimento global? (Angela, Israel e Claudete)
5) Quais as modificações que o tratamento da Aids sofreu ao longo do tempo? (Gisele)
6) Que beneficios trarao as pesquisas sobre células tronco para a humanidade? (Idésio, Ricardo)
7) Por que as plantas sao importantes para a vida dos seres humanos? (Claudio, Sandro, Rute, Claudia)
8) O que se pode fazer para evitar a violencia doméstica (Ivania, Simone)
Turma 2
1) A maconha deve ser legalizada? (Joice, Josiane, Alexandre, Eduardo)
2) Que tipo de doenças pode causar um banho em águas poluídas? (Sandra, Nair e Croslei)
3) O que causa a imprudencia o trânsito? (Anderson, Rafael)
4) O que cuasa o câncer de pele? (Maria Icléia, Flavia)
5) Qual a influencia do boi-de-mamão na cultura açoriana? (Salete, Silvana, Cristianny, Julia)
6) O que signifca ACIC na vida de um deficiente visual? (Michelle, Erenice, Fabiana)
7) Qual o melhor tratamento para um usuario deixar as drogas? (Marlon, Maicon, Juliano)
As fotos de nossa sequencia fotografica são das turmas 1 e 2 do Saco Grande e da turma 1 do escola do João Paulo. Vale ressaltar que algumas pesquisas foram socializadas posteriormente ao mês de maio.
Os alunos se utilizaram de recursos multimídia, convidados, entrevistas e maquetes para as socializações no auditório.
Parabéns!