segunda-feira, 29 de setembro de 2008

TEATRO NA SEXTA

Inspiradas em algumas obras de Artur Azevedo, Jô Soares, Nelson Rodrigues e Luís Fernando Veríssimo os alunos e alguns professores do núcleo ensaiam pequenos textos adequados ao teatro. Dessa forma, os alunos põem em prática algumas técnicas de interpretação, atuação, expressão e dicção passadas pelo instrutor e também escritor que adaptou a peça Carlos Marroco. Notou-se um bom rendimento dos alunos que participam, pois estes se mostraram menos tímidos e mais ativos. Com a proposta do projeto Teatro educação os alunos se apresentarão no dia 20 de novembro Contos da Vida Real no teatro Alvaro de Carvalho. Todos estão convidados. Confiram as fotos.

sábado, 27 de setembro de 2008

Semana de Alfabetização e da Paz - Exposição

A semana da alfabetização na Eja núcleo III foi um marco. A coordenadora Margareth propôs aos alunos e à equipe docente estimular a produção de obras de artes. Interessante foi ver a participação dos alunos. Sob a proposta efetiva do professor de artes Pedro, os alunos tiveram aula de inscrições rupestres. A metodologia adotada pelo professor Pedro foi a de propor aos alunos obras de artes, a partir de materiais - se possível reciclados - que tivessem como pano de fundo os desenhos de nossos primeiros habitantes - os Carijós. A iniciativa dos alunos foi surpreendente. Eles mesmos fizeram suas obras e as entregaram para a exposição. As produções de artes não só movilizaram com o tema de inscrições rupestres. A professora de ciências Maricéia propôs que fizessem um cartaz, em forma de flanelógrafo sobre o manguezal. Os alunos da alfabetização refizeram um outro flanelógrafo com motivos de mangue.

Na ocasião expusemos também maquetes e outras obras vinculadas as pesquisas e produções de textos da Alfabetização. Ficou bem criativo e uma produção própria deles. Na exposição oferecida pela prefeitura, os alunos visualizaram suas produções e a de outros colegas de núcleo e de outros núcleos.

Infelizmente, a falta de cuidado imperou na exposição. Começando pelo deslocamento das produções dos alunos. O Aluno Valdomiro por exemplo, não pode observar sua obra (uma linda cesta de pães con motivos de inscrições rupestres desenhadas nos próprios pães) porque chegou lá na UFSC e sua cesta estava despedaçada. Nas fotos ainda restou sua cesta inteira. Exigia-se no mínimo um rigor por parte da equipe de eventos responsável pela vigia das produções dos alunos. Em relação a isso também ficou nítido a falta de educação de alunos e professores. A observação de um objeto de arte nem sempre precisa ser tocada, e caso necessite pelo menos um cuidado maior deveriam ter. A mesma cesta, por exemplo, teve até seus pães furtados. A errônea mania do brasileiro de tocar tudo para "ver" faz uma má fama, e verdadeira. O flanelógrafo da Alfa, por exemplo, que estava no chão, uma vez ou outra era pisado pelos "observadores".
Outro ítem que chamou nossa atenção foram as produções. Muito ricas e criativas, mas vimos que pelo menos as nossas foram feitas com 90% de inspiração e autoria dos próprios alunos.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Documentario Relatos da EJA Nucleo 3

Após esse primeiro ciclo de pesquisas e encaminhando outro ciclo resolvemos brinda-los e ao mesmo tempo deixar um registro de nossa atuação do núcleo EJA Saco Grande- Joao Paulo.
Trata-se de um documentário feito e editado pelo professor de artes, Pedro Michalczuk e auxiliado pela professora Luiziane Silva. A partir do roteiro da professora Margareth e das sugestões da equipe docente os alunos se apresentaram e relataram o porquê vieram estudar na EJA, que tipo de atividades realizam, o que mais lhes chamou a atenção, o que pensam do futuro e puderam também passar uma mensagem a todos aqueles que queiram estudar novamente.
Confiram os videos! Vale a pena!






domingo, 17 de agosto de 2008

Instituto Carijós

No último dia 07 de agosto os alunos da Escola Donicia contemplaram a mostra fotográfica Os Ciclos da Vida com fotos de Anselmo Malagoli no piso térreo do Floripa Shopping. Na ocasião e em função do horario os alunos não puderam assistir as paletras, oficinas e nem a apresentação de Coral com temas ambientais.
No entanto, puderam prestigiar as bem tomadas fotos de Malagoli que mostrou a flora e fauna da bacia hidrográfica do rio Ratones e do Saco Grande em áreas de manguezal.
Ademais, os alunos assistiram a um vídeo-documentario e visualizaram uma maquete.
De volta à escola, os alunos fizeram uma redação onde interpretaram o que viram: o que era o instituto Carijós, localização, que fauna e flora foram expostas e a concentração de área urbana e área de manguezal.
A principio os alunos se depararam com a importância dessas áreas e o de preservar restingas e manguezais de forma a contribuir para a sua região.

Carteirinha de Estudante

Faz duas semanas que o núcleo EJA III Saco Grande distribui as carteirinhas de estudante. Tal ação se faz necessária para identificar nossos estudantes e para que esses possam ter acesso a outras instituições de ensino, bibliotecas, espaços culturais e como documento de identificação. Cada aluno regularmente matriculado possui uma, para retirar basta falar com os auxiliares de ensino e levar uma foto 3x4.
Muitos alunos da escola João do Valle Pereira e da escola Donicia Maria Costa já possuem a sua.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Contador de Histórias

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Quer momento mais instigante que ouvir uma boa historia? Ainda mais se essa história nos toca de tal maneira que não a esquecemos. Esse momento existiu e fomos contemplados pela visita do Senhor José Manoel, um português radicado no Brasil e que já viajou mundo afora e tem um monte de historias para contar.
Sr José Manoel é integrante do NETI (
Núcleo estudos da terceira idade) da UFSC e como voluntario conta histórias nas escolas públicas da grande Florianópolis.

Suas histórias são inspiradas, e até tiradas, das fábulas de Esopo e Ovidio e outras mais da literatura infantil. Aprensenta-as com gestos, brinquedos, fantoches, quadros e muitos outros materiais que dinamizam o seu discurso.
A visita aconteceu na escola Donicia Maria Costa e foram visitadas as cinco salas (Alfabetização e II segmento). Confiram as fotos acima. E abaixo, para os interessados, deixamos alguns links sobre "contação de historias":

Reportagem Revista Época sobre contadores de História em Hospitais
Contador de História
Casa do contador de história
ONG VIVE e DEIXE VIVER

Vejamos uma parábola contada (claro que em versão mais simplificada) por Seu Manoel:

Um homem morre e deixa para seus três filhos uma herança de 17 camelos, com a condição de que eles os repartam da seguinte forma:
para o filho mais velho a metade dos seus camelos;
para o do meio, um terço;
e, uma nona parte para o filho mais novo.
Os três filhos começaram a negociar, mas não conseguiam entrar em acordo. Como dividir os 17 camelos conforme as regras que impunham à herança, sem cortar nenhum animal ao meio? E para que servia um camelo morto e despedaçado?

A discussão começou a ficar séria e a relação se tornou difícil. Desesperados os irmãos recorreram à ajuda de uma sábia anciã. Após pensar durante um tempo, a anciã fez uma proposta.

A anciã não chegou diretamente à solução, mas como podia se concentrar no problema, afastando-se das posições, conseguiu compreendê-lo e oferecer um recurso para que os irmãos pensassem juntos. A anciã ofereceu um camelo de sua propriedade e os incentivou a achar uma solução. Com 18 camelos para repartir, a solução foi a seguinte:
o filho mais velho levou a metade: 9 camelos;
o filho do meio, um terço: 6 camelos;
e o filho mais novo, a nona parte: 2 camelos.
Então, sobrou um camelo, e eles o devolveram à anciã.
A partir desta história foram tiradas três conclusões:
1) Muitas negociações se parecem com a situação da atividade anterior. Se os irmãos se limitassem à opção de ter 17 camelos não teriam conseguido seguir as regras estabelecidas pelo pai.

A proposta implicou em encontrar o camelo nº 18.
2) Sobre toda mesa de negociação, os camelos representam o ganho que cada um pode obter caso se chegue a uma meta comum.

Sem dúvida, muitas vezes, abandona-se a negociação deixando todos os acordos que não são exatamente adequados (nota: não está perfeitamente explicitado o que isto quer dizer).

3) Para alcançar uma meta conjunta é necessário reunir-se e buscar idéias criativas.
Inventar e criar opções.
Analisei esta história e tirei conclusões radicalmente distintas:
O pai não sabia matemática;
Os filhos eram estúpidos;
As conclusões da história são superficiais, piegas e enganosas, ignorando questões básicas de negociação.
Vejamos por que:

1) Este pai não entendia de matemática, posto que 1/2 + 1/3 + 1/9 não dá 1 inteiro (ou seja, o total de camelos) e sim 17/18. Se dividirmos os 17 camelos, obedecendo literalmente a regra estabelecida pelo pai, vamos encontrar: 8,5 camelos para o mais velho; 5,66 para o do meio e 1,89 para o mais novo, o que dá um total de 16,05 camelos. Portanto, há uma sobra de 0,95 camelos.

2) Os filhos eram estúpidos, pois além de não perceberem o equívoco matemático cometido pelo pai, tentavam encontrar uma solução sem se aprofundarem no problema que precisavam resolver. Não foram capazes de pensar e ignoraram um princípio fundamental de negociação: primeiro compreenda e só então procure e encontre a solução. Se tivessem feito isto, teriam reformulado o problema. Agora a questão não era mais como dividir 17 camelos, obedecendo à regra estabelecida pelo pai, mas sim, o 0,95 de camelo restante, de tal modo que cada um recebesse um número inteiro de camelos.

Com esta reformulação, teriam constatado que, obedecendo rigorosamente à regra estabelecida pelo pai, o problema não tinha solução. Portanto, eles teriam de fazer algum tipo de ajustamento, ou negociação e, chegariam facilmente à conclusão de que os únicos números que resolveriam a questão eram: 0,5 para o mais velho, 0,34 para o segundo e 0,11 para o mais novo. Assim, o mais velho receberia 9 camelos o segundo 6 e o terceiro 2, divisão que importa em pequena modificação da regra estabelecida pelo pai.

Ler mais



Espero que tenham gostado dessa novidade e sugerimos um HNP sobre o filme FORREST GUMP - O contador de Histórias.



Abraços

Fotos do Arraiá Núcleo III

Nos dias 08/07 no João Paulo e 09/07 no Saco Grande ocorreu um grande arraiá de integração. Os alunos ajudaram na elaboração da festa, trazendo comidas habituais de festa junina e organizaram a decoração junto com os professores. Todos se divertiram ao som de forró, sertanejo e vanerão.
Confira as fotos:
08/07 Arraiá da Eja escola João do Valle Pereira:


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09/07 Arraiá da Eja escola Donicia Maria da Costa

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sexta-feira, 27 de junho de 2008

Botuverá

No dia 21 de junho fomos à cidade de Botuverá localizada no médio Vale do Itajaí, no Estado de Santa Catarina. Apresenta uma área total de 303,02 km² sendo em torno de 2,5 km² de área urbana e 300,52 km² de área rural. Tem como municípios limites os municípios de Guabiruba, Indaial e Blumenau (N), Nova Trento (S), Vidal Ramos e Presidente Nereu (O) e Brusque (L). Os alunos do segundo segmento participaram da viagem de modo a motivar as pesquisas em torno as diversas áreas do conhecimento. A maior contribuição que essa viagem pôde trazer foi a integração entre as duas unidades do núcleo, onde pela primeira vez os alunos da escola José do Valle Pereira se encontraram com os alunos da escola Donicia da Costa. Além dos alunos estavam presentes a equipe do corpo docente, a coordenadora e os auxiliares. No retorno da viagem os alunos mesmo quiseram fazer suas HNP sobre as cavernas de Botuverá que para eles foi inesquecível. Confiram as fotos.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Semana da PAZ

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A Paz se tornou tema corrente na EJA, e não por menos no dia 19/06 o aluno Antoninho, da escola Donicia e Dorivaldo da escola João Valle participaram do encontro Semana da Paz.
Os alunos não caberam em si de alegria e voltaram contando muitas novidades. Confira acima as fotos.

Estagiários de geografia

Na verdade, Geografia se aprende pra toda a vida e de maio a julho recebemos no núcleo EJA III Saco Grande a colaboração dos estagiários Cássio, Educardo, Alcionei e Harideva conforme a grade de prática e metodologia de ensino do curso de Geografia. Sob a coordenação dos professores da UFSC Angela e Paulino os estagiarios tiveram uma rica experiência de prática docente na proposta da Eja Florianópolis.
Depois de algumas aulas assistidas e outras praticadas, os estagiários propuseram temas desde cartografia até plano diretor sempre contextualizando o bairro onde as duas escolas estão localizadas.
Foram bem criativos ao utilizar recursos simples para mostrar fuso horario, latitude, longitude, translação, etc e também utilizando documentarios.
No processo, contaram com a participação de toda a equipe docente e a coordenadoria em especial os professores de área: Bruno Severino, geografia, e Mariceia Villas Boas, de ciências.
Após a experiência da prática os estagiarios apresentaram o seu trabalho final aos coordenadores do estágio e contaram com a participação dos professores Bruno Severino, geografia, e de Maricéia Villas Boas, de ciências.
Na ocasião os estagiários acharam interessante o processo adotado pela Educação de Jovens e Adultos e os coordenadores da UFSC de mostraram interessados em continuar a parceria.